
“
Não me iludo querendo ser o outro, pois todos têm problemas, talvez piores do
que os meus. Ah, se a gente soubesse! Por isso costumo dizer coisas assim ao
meu coração:
Esteja
contente consigo mesmo, pois há potencialidades latentes em você que ainda não
descobriu. Elas apenas esperam para ser despertadas como a força de um gigante adormecido.
Se
és uma gota d’água, não pretenda ser o lindo e poderoso Sol, pois uma simples
nuvem pode impedi-lo de iluminar a Terra.
E
o que é a nuvem senão um conjunto de pequeninas gotas?! Feliz é a ‘gota’ que
descobrir isso.
Se
fores uma nuvem, contenta-te e não queiras ser a forte e dura rocha que
enxergas, lá embaixo, nas encostas do mar. Porque a rocha um dia não existirá
mais. E quem a destruirá?
Serão
outra vez as gotinhas d’água que, vestindo roupa de nuvem, depois, cairão como
chuva e, fantasiadas de riacho, correrão para o mar.
E
caso já sejas um pequeno riacho não lutes para ser o mar, pensando que por ser
poderoso o mar não tem problemas. Todos os têm. O mar ruge e sofre sendo
chicoteado dia e noite pelo vento que o impele contras as encostas das
montanhas. O vento cavalga e açoita o mar.
Mas
se és o mar, não tentes ser, então, aquela parte alta da imponente montanha que
não tem contato com a erosão causada pelas águas.
Porque
o vento, que não dá tréguas ao mar, incomoda também a montanha e, aos poucos,
vai destruindo-a pelos milênios adiante. Como o vento é poderoso! O que pode incomodá-lo?
Então,
pela ilusão de querer ser o outro, talvez penses: ‘Quero ser o vento!’
E
outra vez te enganas!
O
vento segue a mesma lei do Universo. Para existir e ser forte, o vento depende
do calor do Sol que, ao aquecer o ar, o faz nascer. O vento não existirá se o
Sol não quiser. Aquele mesmo Sol que é ofuscado por um conjunto de gotinhas...a
nuvem!
A
lei máxima do Universo é: O ÚNICO QUE NÃO TEM LIMITAÇÕES É DEUS.”
John Fellinus
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